Espírito e Ciência

Espírito e Ciência

Espírito e Ciência

Comentários desativados
Crédito imagem: Equipe Biosom

Arteriosclerose e Espiritualidade

O termo “arteriosclerose” é empregado com diferentes significados por diferentes autores. Para a maioria, é sinônimo de aterosclerose, embora os dicionários médicos não reconheçam esta identidade. Para outros, em pequeno número, traduz a forma difusa, esclerótica, de uma doença arterial. Um terceiro grupo concorda em que signifique um termo amplo que inclui uma variedade de condições não necessariamente relacionadas entre si.

Se a arteriosclerose é o mesmo que aterosclerose, um ou outro termo pode ser desprezado. Parece melhor, até o momento, usar arteriosclerose em um sentido amplo, de modo a incluir uma variedade de formas não inflamatórias de doença arterial que pode ou não ter etiologia comum.

A aterosclerose, ou ateroma, é um tipo de nodular arteriosclerose que afeta as grandes artérias, especialmente a aorta, e as pequenas artérias, particularmente as coronárias e as cerebrais. Estas artérias suprem o miocárdio e o cérebro.

A arteriosclerose que as afeta é a que comumente predispõe à trombose, o que empresta ao ateroma um sinistro significado.
Temos ainda a considerar a medioesclerose de Mönckberg. Constitui o tipo de arteriosclerose observado pelo clínico quando apalpa as artérias. O processo consiste em uma alteração degenerativa senil sem relação com a alta pressão sanguínea. Nesse sentido, compara-se ao ateroma. As duas lesões podem existir ao mesmo tempo na mesma artéria.

O tratamento conservador ou hipocrático da arteriosclerose consiste em persuadir o paciente a aceitar uma dieta e um modo de vida saudáveis, com o mínimo uso de fumos, álcool, de queijos, de ovos, de carne de vaca ou de porco e de drogas. As experiências de Page indicam que, para a maioria dos homens, a dieta com óleos vegetais é mais eficiente do que a com baixo teor de gordura, verificando-se, menos frequentemente, o mesmo caso nas mulheres.

Alguns autores notaram que os pacientes, às vezes, ficam mais preocupados com as restrições alimentares e com os medicamentos do que com o risco da doença não tratada. A expressão de Osler “é mais importante saber que espécie de paciente tem uma doença do que saber que espécie de doença tem um paciente” aplica-se, com excepcional indicação, no tratamento das pessoas com arteriosclerose.

Max Heindel, em Astrodiagnose, cita um caso de arteriosclerose em um homem de quarenta e quatro anos de idade. Levado pela sua impulsividade e pelos excessos de uma vida tumultuosa e dissipada, enfraqueceu e alterou seu organismo, tornando-se um inválido sentado em uma cadeira de rodas, sobre a qual era transportado, passando a sua vida no confinamento de hospitais.

Apesar de encontrar sempre pessoas de coração bondoso que procuravam atender às suas necessidades e cuidar dele, mostrou-se um doente difícil de tratar, uma vez que seu temperamento o tornou impaciente e cheio de temor. Em virtude de seus sofrimentos, deixou-se arrastar a um estado de grande irascibilidade, não respondendo às influências da beleza da vida, da bondade e do amor.

Quando pedia qualquer espécie de alimento, a menos que a enfermeira o trouxesse rapidamente, era atacado por terríveis acessos de cólera e de mau humor, desprezando tudo o que seria aconselhável em matéria de dieta adequada ao seu caso.
Uma pessoa nestas condições necessita de muita compreensão de modo que seja levada a fazer as coisas com agrado e voluntariamente.

Ordenar-lhe algo ou dizer-lhe o que fazer apenas desperta e excita o seu espírito de contradição. Como este é um aspecto comum aos doentes de arteriosclerose, tal exemplo é de grande utilidade para revelar características que, uma vez conhecidas, tornarão mais fácil a convivência com tais pessoas.

Vemos que, quanto ao tratamento, a orientação médica, de certo modo, coincide com a orientação espiritualista e que, se nos mantivermos firmes nos princípios da Filosofia Rosacruz, muitos males nos serão evitados.

About the author:

Comments

Back to Top